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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Levar soja à China está mais barato do que o transporte interno até os portos

Preço do frete marítimo é o menor dos últimos 20 anos; baixa é creditada ao aumento da oferta dos navios de longo curso


O preço do frete marítimo despencou no país e hoje está mais baixo do que o transporte terrestre. De acordo com o operador de mercado de commodities agrícolas, Liones Severo, o trajeto Brasil-China no final de 2014 custava aproximadamente U$ 42 dólares por tonelada, enquanto hoje custa U$ 22 dólares. Segundo ele, o preço é o menor dos últimos 20 anos e a baixa é creditada ao aumento da oferta dos navios de longo curso. "Há uma superoferta de navios e também uma diminuição na exportação de minérios. O movimento mundial se reduziu um pouco nos últimos anos e isso naturalmente derrubou o frete", explica.
Seguindo a tendência, o valor da demurrage, multa paga pelo atraso no carregamento, recuou 50% de acordo com as estimativas do operador. Calculado em U$ 30 mil dólares por dia no ano passado, hoje o valor está em cerca de U$ 15 mil. "O demurrage diminuiu bastante e era uma conta bem pesada." O preço do frete é resultado de um cálculo pautado no tempo. "Se o navio demora pra carregar, ele fica mais tempo parado, mais dias contam, mais custo, e esse adicional é a demurrage". Assim como no atraso, caso o navio antecipe o carregamento ele recebe um prêmio cujo valor é metade da diária da embarcação.
A diminuição do frete marítimo não tem reflexos sobre o produtor brasileiro, mas beneficia o comprador, que é quem arca com o preço do produto a partir da chegada deste ao porto. "Isso resulta em um preço melhor para o grão e as empresas multinacionais se beneficiam disso", diz Severo.
O resultado da queda mostra a discrepância entre o frete terrestre e marítimo no Brasil. É mais caro transportar a soja, por exemplo, dentro do território do país, do que levá-la até a China. Segundo dados do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq-USP, o trajeto Cascavel- Paranaguá, que tem cerca de 600 quilômetros, teve um valor médio de U$ 29 dólares por tonelada entre dezembro de 2014 até fevereiro de 2015. Os dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) apontam para uma média no frete no Brasil de 92 dólares por tonelada.
Parada obrigatória
Diferentemente do marítimo, as conseqüências do frete terrestre caem sobre o agricultor. Para Sergio Mendes, diretor executivo da Anec, a maior debilidade da produção brasileira está no transporte terrestre. "O marítimo não causa preocupação, porque quando falamos em soja e grãos no mercado internacional, o Brasil é parada obrigatória de linhas de navios. O grande problema é o frete de terra. É nossa maior debilidade, na frente de qualquer outra circunstância."
Os dados da Anec também apontam que a desvantagem do frete do país em relação aos Estados Unidos e Argentina, os maiores concorrentes, é de U$ 70 dólares por tonelada. "Para compensar esse número, nossos produtores tem que ser U$ 70 dólares por tonelada mais eficientes e não é fácil," diz Mendes.
Competitividade
Mendes afirma que para trazer competitividade ao frete brasileiro é necessário investir em hidrovias. Segundo o executivo, 60% do transporte realizado nos Estados Unidos é feito por meio de rios, enquanto no Brasil esse número é referente ao transporte por caminhões. Ele explica que a hidrovia tem capacidade de levar até 10 mil toneladas aos portos: com seis comboios o navio fica lotado, enquanto é preciso dois mil caminhões nas estradas para chegar à mesma quantidade. "Fazer o transporte por hidrovia otimiza o tempo e quantidade, polui muito menos, não destrói estradas, não tem invasão de território. Temos muito potencial, mas poucas opções e que também são pouco utilizadas."
Para Sérgio Mendes, o uso de caminhões é ideal apenas para distâncias curtas. "O transporte terrestre tem inúmeras desvantagens, mas ainda assim é o mais utilizado. E é ele o nosso tendão de aquiles", conclui.

Fonte:  Globo Rural

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Perspectivas Logísticas para 2015

O ano de 2015 se apresenta como um ano repleto de desafios logísticos, mas como sabemos, desafios e oportunidades caminham juntos. Por isso, é importante estarmos atentos a alguns destes desafios procurando atuar no sentido de transformar os mesmos em oportunidades.

As incertezas no cenário político e econômico (nacional e internacional) poderão gerar oscilações na demanda e, diante deste cenário, será necessário que a área de logística busque por maior eficiência, eficácia e agilidade em seus processos da cadeia logística (fornecedor ao cliente).

Devido ao cenário acima, a  busca por melhorar a qualidade de serviço logístico prestado, com um menor custo, continuará sendo o foco. Por isso, será cada vez mais importante e decisivo, o monitoramento dos custos logísticos envolvidos em cada etapa operação, racionalizando e eliminando as atividades que não agregam valor. Entender como melhorar esta relação custo x nível de serviço desejado pelo cliente será um dos grandes desafios para o gestor logístico em 2015.

Aspectos relacionados às negociações com fornecedores e clientes serão ainda mais estratégicos e determinantes para o sucesso das organizações. Processos de seleção, avaliação e negociação com fornecedores estarão na pauta central das empresas.

A queda do nível de emprego poderá ocorrer em 2015, mas a atividade de atrair, manter e reter mão de obra qualificada continuará sendo um grande desafio neste ano que se aproxima.

A busca pelo melhor uso da tecnologia disponível como uma aliada da logística, será um dos grandes desafios em 2015. Poderemos ter muitas inovações tecnológicas a nossa disposição, mas vale destacar que o uso de tecnologia deve vir acompanhado de gestão de processos e capacitação de pessoas.

A continuidade do avanço do comércio eletrônico é também um dos fatores que está previsto para 2015. E para atender este mercado, cada vez mais exigente, a área de logística precisará estar atenta as questões de pedidos cada vez mais fracionados e com expectativas de entregas agendadas.

A crescente conscientização da população em relação às questões ambientais, juntamente com a aplicação dos requisitos legais (PNRS), fará com que as empresas busquem cada vez mais colocar as práticas de logística reversa como parte de suas estratégias.

Entregas nos grandes centros urbanos continuarão sendo um dos grandes desafios em 2015 e nos anos seguintes. Ações, como entregas noturnas, pool de recebimento centralizado e outras ganharão cada vez mais força para equacionar esta situação. Por isso penso que haverá uma tendência pela busca de novos modelos de entrega.

A questão da mobilidade urbana continuará ganhando espaço em 2015. O aumento da conscientização da importância de uma melhor qualidade (tempo e questões ambientais) em nossos deslocamentos diários vem proporcionando algumas mudanças nos hábitos das pessoas (maior uso de transporte coletivo, transporte solidário, uso de bicicletas, home-office, transporte solidário e outros) . Entretanto será necessário um contínuo investimento em infra-estrutura.

Além dos pontos acima, não podemos esquecer que, 2015 precede o ano de realização das olimpíadas no Rio de Janeiro. Este evento, com certeza nos proporcionará ainda em 2015 novos desafios, mas também muitas oportunidades logísticas.

Fonte:HRM Logística

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O TruckPad, primeiro aplicativo que conecta o caminhoneiro à carga, foi premiado

Truckpad é premiada no Vale do Silício como startup mais inovadora
Data: 18/12/2014
Empresa brasileira vence mais de 30 concorrentes de diversos segmentos e é a única da categoria internacional
O TruckPad, primeiro aplicativo que conecta o caminhoneiro à carga, foi premiado como startup mais inovadora na Winter Expo 2014, exibição que contou com dezenas de startups de todo o mundo, promovida pela aceleradora Plug and Play Technology Center, no Vale do Silício, Estados Unidos.
Desde outubro deste ano, a startup, fundada pelo empreendedor Carlos Mira, participa de um programa de aceleração, promovido pela Abril Plug and Play, no qual tem recebido mentoria e orientações sobre como modelar um projeto de classe mundial e com escala global.  “É fantástico poder contar com o apoio e orientação de pessoas tão talentosas. Estamos aproveitando o ecossistema para explorar novas formas de desenvolvimento do TruckPad, objetivando posicioná-lo como um negócio internacional”, afirma o empreendedor.
Lançado em setembro de 2013, o aplicativo já registra mais de mil empresas contratantes e 13 mil caminhoneiros usuários de seu aplicativo. Além disso, possui uma média de 5.000 ofertas de frete por dia, o que significa dizer que são R$ 50 milhões em frete por mês, oferecidos aos caminhoneiros que utilizam o app em seus celulares. “Já podemos ser considerados a maior startup que otimiza o transporte no Brasil, por coordenarmos a disponibilização de mais de 13 mil caminhões em todas as regiões do País.”
Startup premiadaAlém de vencer no Vale do Silício, capital da mundial da inovação, o TruckPad também ganhou a Startup Weekend 2013 do Google, recebeu medalha de primeiro lugar na etapa paulista do DemoBrasil 2014 e foi uma das quatro startups selecionadas para o programa de aceleração da Abril Plug and Play, desbancando mais de 900 projetos que se inscreveram.
O aplicativo TruckPad, atualmente disponível para Android, funciona de forma simples. Para o caminhoneiro, basta incluir seus dados (tipo de caminhão e carroceria) e dizer para quais regiões costuma viajar. Ao finalizar o cadastro, o motorista já começa a receber as ofertas de carga e escolhe a de seu interesse. Por outro lado, as empresas podem entrar no site www.truckpad.com.br, colocar a origem e destino, o tipo da carga e as características do caminhão que precisa. No mesmo momento, aparece, em um mapa, a localização dos caminhoneiros que podem fazer o frete. O sistema ainda oferece um chat, para a negociação direta entre o caminhoneiro e a empresa.
“A função de localização no mapa e contratação online de motoristas terceiros pelo TruckPad é apenas o início de um projeto maior, que visa criar soluções para o dia a dia do caminhoneiro. Nossa estadia no Vale do Silício serve para plantarmos uma semente em terras estrangeiras, assim como fizemos no mercado brasileiro, quando ninguém vislumbrava a otimização do processo de transporte de cargas, e quem sabe, em um futuro próximo, expandirmos nossas operações para outros trechos de estradas pelo mundo”, projeta Mira.

Setor de logística será prioridade no PAC 3, afirma Dilma Rousseff

Setor de logística será prioridade no PAC 3, afirma Dilma Rousseff
Data: 06/01/2015
Plano CNT de Transporte e Logística 2014 aponta a necessidade de quase R$ 1 trilhão em investimentos
​No discurso de posse, a presidente reeleita, Dilma Rousseff, afirmou que lançará a terceira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As ações, segundo ela, tratarão como prioridade o setor de logística, principalmente, no que diz respeito ao transporte, à energia e à infraestrutura urbana.

Ela também afirmou que o Governo Federal lançará o Programa de Investimento em Logística (PIL 2). “Assim, a partir de 2015, iniciaremos a implantação de uma nova carteira de investimento em logística, energia, infraestrutura social e urbana, combinando investimentos públicos e parcerias privadas.”

No entanto, Dilma Rousseff ainda não detalhou as iniciativas e nem esclareceu os valores que serão disponibilizados para os projetos.

Conforme a Confederação Nacional do Transporte (CNT), são necessários quase R$ 1 trilhão em investimentos para projetos prioritários de infraestrutura de transportes, a fim de eliminar os gargalos enfrentados pelo setor.

São, ao todo, 2.045 intervenções elencadas como essenciais pela entidade. As iniciativas compreendem, por exemplo, modernização e ampliação de rodovias, aeroportos, portos, hidrovias, ferrovias e terminais de cargas e passageiros. Os dados estão na quinta edição do Plano CNT de Transporte e Logística, lançado em agosto do ano passado.

Fundamentada nesse estudo, em setembro do ano passado, período em que o País vivia as campanhas eleitorais, a CNT encaminhou a todos os presidenciáveis uma contribuição da entidade para os programas de governo intitulado “O que o Brasil precisa em Transporte e Logística”.

De acordo com o documento, um “ranking elaborado pelo Fórum Econômico Mundial com 144 países sobre a qualidade da infraestrutura de transportes posiciona as ferrovias brasileiras no 95º lugar, o transporte aéreo em 113º, as rodovias no 122º, além dos portos que também estão em 122º”.

Fonte: Agência CNT de Notícias